Saúde Bucal é uma campanha criada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, como forma de compartilhar informações e dicas de saúde para a população em geral, não apenas para servidores, servidoras, magistrados e magistradas do Poder Judiciário. A Divisão Odontológica é chefiada pelo odontólogo Rafael Silva Santos.
Dessa vez, a odontóloga Aparecida Chaves, da Divisão Odontológica do TJMA, alerta sobre situações nas quais a boca é usada para além de suas ações básicas (mastigação, deglutição e fala), e que podem trazer prejuízos à saúde bucal: as chamadas atividades parafuncionais.
ATIVIDADES PARAFUNCIONAIS
As atividades consideradas parafuncionais, podem ser diurnas ou noturnas. As diurnas incluem o apertamento dentário, morder lábio, bochecha ou outros objetos, sucção digital, roer unha, mastigar de um lado só, hábitos inadequados de postura, mascar chiclete, assim como outros hábitos que o indivíduo realiza, na maioria das vezes, inconscientemente. A atividade parafuncional noturna mais frequente é o apertamento dentário, conhecido por bruxismo.
Esses hábitos, sem função específica natural do ser humano, aparentemente inofensivos, quando excedem o nível de tolerância fisiológica do indivíduo podem trazer comprometimentos nos dentes, nos músculos envolvidos na mastigação e na articulação temporomandibular, como: desgaste ou fratura dos dentes, bruxismo, dores musculares e articulares, dor de cabeça, desgaste articular inflamatório e estalo nas articulações. Além da saúde bucal ficar prejudicada pelo contato das bactérias presentes nos objetos que ficam em contato direto com a mucosa.
As consequências de um hábito parafuncional vicioso dependem da frequência, intensidade, duração e predisposição individual. Orienta-se aos pacientes a interrupção destes hábitos logo no seu início ou assim que forem perceptível a realização de algumas dessas ações involuntariamente. É fundamental identificar os momentos em que se realiza o hábito e os fatores que predispõem a sua ocorrência. O estresse, a ansiedade, as preocupações cotidianas, dificuldades no sono e algumas medicações são fatores que podem aumentar a intensidade e frequência das atividades parafuncionais da mandíbula.
O tratamento desses problemas depende muito de um diagnóstico apropriado. Muitas vezes, os sinais e sintomas não estão claros, porque alguns pacientes não têm consciência de seus hábitos orais durante o dia ou à noite. "Fique atento! Ao reconhecê-los, busque a orientação de seu dentista", aconselha a odontóloga.
Agência TJMA de Notícias
asscom@tjma.jus.br
(98) 3198-4373